Pessoas responsivas são mais criativas?

1º  AUTISMO / FORMAÇÃO DE FACILITADORES RESPONSIVOS

30×30 (30 horas para 30 pessoas)

De 18 a 21 de julho de 2017 em SÃO PAULO

 

Brincar com uma criança autista é maravilhoso !

Saber o que fazer quando a criança te olha nos olhos é um diferencial entre pessoas.

Ter um olhar “esperto”para o interesse e para a motivação da criança  é voltar à prancheta e pensar e repensar o que observamos.

 

Olá pessoal, eu preciso sempre contar à vocês possam as novidades diárias de uma TO que Vira, revira, transforma, inverte o olhar, olha de cabeça para baixo, olha por cima e por baixo e então DESCOBRE, YEBAAA!!!!!   coisas novas em lances velhos.

Leio nos grupos que várias mães e pais são divertidos e animados e criam brincadeiras para seus filhos. Muitos pais e  profissionais também que falam que não são criativos ou que sempre foram,  mas estão bloqueados e quando tem que bolar alguma brincadeira….travam.

Criatividade é uma palavrinha interessante que parece que tem “dono certo”, algumas pessoas acham que não são criativas e que isso é um dom ou um presente que poucos recebem.

Saibam que TODOS NÓS nascemos criativos e fomos crianças livres de regras para brincar e descobrir. Então vamos crescendo e aprendendo coisas novas,  associando com outras coisas e descobrindo outras tantas e vamos brincando,  criando,  inventando e adquirindo conhecimento. Reinventamos nossas brincadeiras com grande facilidade.

E o que acontece quando crescemos? Para onde foi tudo isso?

A  criatividade está adormecida ou está com receio de ser externalizada. O conhecimento das coisas bloqueia e  impede o pensar inovador ou a aceitação de experiências novas. Ás vezes é preciso desaprender para inovar.

Identificamos alguns entre tantos  vilões: “O julgamento,  o medo de ser diferente,  a idéia fixa”

Então aquela ideia nova, tão legal, tão divertida e animada que você criou….PUFF!    se torna algo comum, fácil de ser aceita, uma tarefa corriqueira   E  novamente caímos  na armadilha cerebral do mais simples….A MESMICE.  Usar criativamente nosso cérebro para solucionar problemas é uma metodologia eficaz do pensar. não apenas para criar brincadeiras novas para nossas crianças que estão autistas mas para ser utilizada em vários palcos de nossas vidas.

 

É necessário disciplina para planejar o programa de uma criança e com atitudes de indisciplina o criamos. CRIATIVIDADE É A DISCIPLINA DA INDISCIPLINA.

Um curso responsivo que passará pela dinâmica individual de cada participante e a quem merece essa conquista?

  • Sentir o autismo entendendo a criança plena
  • Ajudar a criança sem querer impor seu conhecimento
  • Olhar a criança e entender o que há por trás dos comportamentos, qualquer um deles adiando o julgamento
  • Apreciar e vibrar com tudo o que a criança faz sabendo que é o melhor para aquele momento
  • Se emocionar verdadeiramente com suas atitudes diante das ações das crianças

Ficha de interesse

Informações com: Sonia Falcão, Terapeuta Ocupacional, Pós graduada em saúde mental da criança e do adolescente com ênfase no Autismo. Formação em integração sensorial. Criou o Programa Realizza (responsivo educacional de aprendizagem lúdica interativa)

Atua na área da saúde e educação há mais de 25 anos coordenando equipes de professores na inclusão e planejamento de programa individualizados para crianças com necessidades especiais.

Cursos, palestras e consultoria às famílias e escolas.

watsapp: 996255774

email: autismoencanta@gmail.com

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Floortime (A criança com autismo)

O que sentimos quando nos deparamos com o filho, com um olhar melancólico nos dizendo – Faz tanto tempo que não brincamos juntos.
Por um instante tentamos nos eximir da culpa e relembramos… “Ontem mesmo fizemos compras e conversamos antes de dormir”
Refletindo melhor tive de assumir que realmente não tinha estado “inteira” com meus filhos nas últimas semanas.
No dia a dia, o “dia” passa velozmente não deixando espaço para tomar consciência de nossas ações. Se conseguir cumprir os compromissos que estão na agenda, o dia foi produtivo.
Levar o filho á escola, ler histórias antes de dormir e alimenta-lo não substituía a atenção individualizada, ou seja, não tinha despendido alguns minutos para “estar com eles” simplesmente, sem cumprir tarefas.
Não tinha jogado o jogo que eles gostassem de jogar, não tinha relaxado da maneira que eles quisessem relaxar e não tinha simplesmente brincado do modo como eles queriam.
Muitos pais preocupados com seus horários e obrigações no trabalho se perdem no caminho, não ajustando um tempo para as crianças diz Stanley I. Greenspan, M.D., um psiquiatra infantil, universidade de George Washington em Washington, C.C criador do Floortime, que significa ao pé da letra “tempo no chão”
Mudar de atitude é deixar de ver sem olhar, ouvir sem escutar e tocar sem sentir.
Até agora nos referindo á crianças típicas que percebem a diferença das conversas com seus pais, conversas que constroem vocabulário e um bate papo que transmite a sensação simplesmente do “estar junto” demonstrando que gosta de sua companhia.
Tudo é muito natural e não há sequelas graves na educação dos filhos. De uma maneira ou outra existe a lei compensação.
A situação muda quando existe uma criança autista ao nosso lado. Sabe-se que essa criança requer um cuidado especial, suas características principais são dificuldades para se relacionar, déficit na comunicação e na forma de manipular objetos e brinquedos.  Tríade do autismo.
O ambiente influencia o ser humano, ele pode construir ou destruir uma pessoa,pois,  quando é adequado favorece o desenvolvimento.
Dr.Greenspan desenvolveu o Floortime, que é por onde se começa a trabalhar, reservando pelo menos 30 minutos por dia para simplesmente brincar, sem utilizar esse tempo para ensinar algo para seu filho, não se tornar terapeuta ou professor, simplesmente ser pai ou mãe.
Não utilizar esse tempo no chão para brincar e ver televisão ou ler o jornal ao mesmo tempo.  A atenção vai ganhar qualidade e individualidade, simplesmente por estar junto.
Nesse momento a família deve aproveitar para observar e seguir a criança, o que ele quer fazer, quais são os movimentos que você deve seguir, ele é quem dá as ordens, ele é quem domina a conversação e você o acompanha. É a etapa da aproximação.
Relaxe e não avalie a brincadeira, brinque e se divirta com ele. Role no chão, aproveite para abraçá-lo, aproveite e ria e procure olhar nos olhos de sua criança. Etapa de comunicação.
Seu papel é estar presente e participar ativamente sem fazer julgamento, isso se chama interagir. Se a criança subitamente perder o contato visual e o interesse. “Retome e observe a situação” Em qual momento isso aconteceu?” Será que minha voz está muito alta? Ou baixa? Estou demonstrando calma para escutar?Estou ciente dos gestos e do ritmo da criança?Estou observando como ela quer se relacionar?
O período em passamos com a criança no “chão” mostramos a ela que podemos iniciar a brincadeira ou o relacionamento no nível em que ela está e que podemos ficar com ela o tempo que ela precisar. Isso gera um alto grau de compreensão e sentimento de ser amado.
Adotando as estratégias do Floortime com crianças com autismo podemos traçar alguns desafios importantes focando no objetivo de aumentar a comunicação e interação com o ambiente.
Como podemos manter a criança mais alerta, mais flexível, com mais iniciativa?
Como podemos aumentar sua resistência á frustração?
Como podemos aumentar sua iniciativa e resolver pequenos problemas?
Como podemos lidar com atividades mais longas? (processamento sensorial e planejamento motor)
Como podemos aumentar sua comunicação verbal e gestual?
Como podemos torná-la mais independente nas atividades da vida diária.
Como podemos avaliar aspectos cognitivos?
São muitos os benefícios desse trabalho, pois ele realça o relacionamento entre a família e a criança, entre o terapeuta e a criança, através da descoberta de interesses comuns, desenvolvendo a empatia e a compreensão.
O prazer de estar junto gera mais confiança e afinidades.
O efeito desse tempo no chão pode ser positivo no comportamento da criança com autismo, quando observamos gritos, comportamentos auto-lesivos, inquietação ou falta de colaboração podemos estar diante de um apelo por atenção.
Repetir uma ação várias vezes, desenvolvemos um hábito e o hábito modifica nossas atitudes e mudando o atitudinal podemos modificar comportamentos.
Pingar uma gota diariamente é o botão que dispara os passos para alcançar os resultados esperados.
Reserve um tempo de 30 minutos diariamente, esteja preparado, não existe condicional, faça o que tem de ser feito, prepare o ambiente e os desafios dentro da sala, esteja inteira, desligue a TV, som e celular.
Relaxe e acompanhe, divirta-se, pegue carona nas brincadeiras, não se preocupe como que os outros vão achar, role no chão, abrace, balance, imite o que a criança fizer, cante, faça sons.
Vá introduzindo objetos e enriqueça os jogos, crie e construa o brincar descobrindo seu próprio cenário.
Espere e dê a possibilidade da criança reconhecer o problema e ajude lidar com eles fornecendo mais informações para resolvê-los, (por exemplo, para onde devemos olhar? Verificou todos os lados? Existe uma tampa? Vamos tentar puxar. É furada? Você precisa de uma ferramenta para puxar?).
Se surpreenda junto, mostre suas expressões de alegria, surpresa e espanto.
No Floortime as etapas estão estruturadas para dar o suporte necessário ás famílias e terapeutas para que o tratamento de crianças com autismo tenha evolução gradual com consciência e responsabilidade.

O autismo, a Terapia Ocupacional e muito amor

Olhando para trás, trinta anos depois do meu primeiro contato com o autismo, quanta coisa mudou, quantos sentimentos foram transformados em experiência e quanto ainda me sinto jovem. Jovem sim, que ainda busca caminhos com entusiasmo e empolgação por aprender  e descobrir trilhas com o amadurecimento da idade.

 Escolhi o autismo antes mesmo de escolher ser terapeuta ocupacional. Fui trabalhar numa escola de ensino especializado,l fui coordenadora por 20 anos. Lá além de crianças e jovens com autismo também convivi com a deficiência intelectual e outras síndromes. Paralelamente atendia crianças com paralisia cerebral numa clínica em terapias individuais de 40 minutos.

Por característica pessoal e por ter tido o privilégio de estar ao lado da profa. Nylse Cunha que trouxe a Brinquedoteca ao Brasil e defende o Brincar como o principal recurso para a aprendizagem, eu me tornei uma profissional extremamente lúdica e uma terapeuta ocupacional apaixonada pelo brincar e fazer rir.

É importante enfatizar que a abordagem centrada no cliente, seguindo o quadro de referência humanista da TO, é a que escolhi como alicerce de minha atuação profissional.

Esse texto é a expressão de uma prática amorosa profunda que agora se encontra em um momento reflexivo.  A emoção fica oculta por restrição da palavra escrita.

Em 2006, resolvi mergulhar e dedicar todo o meu tempo ao Autismo, ou melhor, à criança que está autista e sua família que tem garra e esperança, pois o autismo é tratável.  AH! Como tudo mudou e isso é maravilhoso.

Nas sessões a mudança começa pelo tempo de terapia, não há condições de construir uma interação com a criança em apenas 40 minutos e nem uma atmosfera lúdica e divertida. Se respeitarmos o ritmo da criança e o seu tempo para se preparar para interagir, podemos perceber que muitas vezes, quando estamos sentindo que o ambiente está ficando favorável e surge um contato de olho, um sorriso ou um toque…..a terapia acaba! E outra criança está a sua espera.  A troca da quantidade de pacientes pela qualidade da terapia foi fundamental para os resultados positivos.

O terapeuta atua como um facilitador, oferecendo oportunidades, capacitando a criança a explorar pensamentos e sentimentos em um ambiente seguro e provendo recursos que a criança identifique como necessários. São importantes o desenvolvimento da auto valorização e a sensação de controle da situação.

A criança é encorajada a dirigir sua própria terapia, as brincadeiras e atividades são escolhidas por ela e devem ter significado para ela.
Nessa abordagem é fundamental que o terapeuta não exerça poder sobre a criança, e é preciso assegurar que o controle será dado á ela, mesmo ás custas de uma lenta tomada de decisão. Novamente como facilitador, o terapeuta promove oportunidades e informações para ajudar a criança decidir aquilo que deseja e então organizar os recursos ou intervenção para que isso seja alcançado.
Outra e muito importante mudança que percebo nos dias de hoje é a participação dos pais nesse processo de tratamento de seus filhos.
Não são mais os profissionais que estão com o saber, o saber está cada vez mais com as famílias que nos oferecem o genuíno dossiê de como seu filho aprende, como seu filho sente, como seu filho reage, como seu filho se diverte.
E cabe a nós profissionais adiar o julgamento e pensar junto, interpretar esses dados, associar  com o nosso conhecimento e experiência e desenvolver um programa de tratamento criativo, dinâmico,  divertido e viável para cada família e  não impor planejamentos engessados.
Na TO, temos tanto a ensinar mas se a criança não estiver interessada, nada teremos…
Estabelecer os desafios, os objetivos e as ações e embarcar nessa viagem de amar incondicionalmente, amar é uma viagem a ser feita com alguém na qual, ao mesmo tempo em que curtimos essa entrega, desvendamos os mistérios que ela nos apresenta a cada momento.

SoniaFalcaoSonia Aparecida Falcão é terapeuta ocupacional (TO), especialista em Saúde Mental da Criança e do Adolescente, atua numa abordagem relacional humanista, fundou o Programa Realizza com “Férias mais Divertidas” e “Autismo Encanta“. Coordena MBA em Gestão de Pessoas, telepresencial da rede LFG/Anhanguera.

E-mail:  autismoencanta@gmail.com                    http://www.revistaautismo.com.br

Quanto do que lemos sabemos como fazer?

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Às vezes fico me perguntando por que não paro de pensar nas coisas que gostaria de fazer e não faço. Então resolvi escrever.

Uma delas é arrumar um jeito mágico de fazer as pessoas sentirem um pouco do que lemos a respeito do autismo. São tantas informações e textos, artigos, mas na verdade o “quanto entra  na prática dos profissionais e quanto entra na vida dos pais”.

Vocês que me acompanham sabem que eu sempre trabalhei numa filosofia humanista, centrada na criança com necessidades especiais e acho que é por isso que eu me apaixonei pelas técnicas e abordagens relacionais. Especificamente o Programa Son Rise, quando os pais de Raun o tiveram eles já estavam buscando um aprofundamento no auto conhecimento e no desenvolvimento humano escolhendo o que sentir em relação ás situações que a vida nos impõe.

Faço atendimento domiciliar como o proposto pelo Son Rise e faço atendimentos em consultório, que também chamo de play roon externo.

O Brasil é predominantemente comportamental e isso não quer dizer que não admirem ou se interessem por uma abordagem relacional. O que posso entender é que todos esperam compreender realmente o que está acontecendo, o que realmente a criança está aprendendo e como está aprendendo. As técnicas e o programa são claros o suficiente para que isso ocorra.

Ouvi durante tantos atendimentos, os depoimentos de pais que diziam que o que eles precisavam era gestão de resultados concretos, registrados e demonstrados. E que isso seria de grande importância para que outras pessoas da família pudessem também observar essa evolução e sendo assim…acalmava seus corações.

Não tenho muita dificuldade em dizer que perdi amados anjinhos para a abordagem comportamental. Tenho enorme dificuldade em me conformar em ficar sem eles…eu sentia o desenvolvimento, eu sentia a qualidade do amor por mim e a cumplicidade de afeto que havia entre a gente. Sabia exatamente que as crianças sabiam que eu era uma pessoa confiável e muito fácil, que não precisavam lutar ou falar para ser atendido e compreendido.  Parece piegas!!!!! Mas não é, é verdade.

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Uma amiga me contou que quando contaram á criança que a tia Sonia não viria mais brincar, ele deu um grito e chorou. Sinto-me triste, não sabemos a razão, podemos deduzir talvez… mas eu sei que ele entendeu, eu sei. Uma criança não verbal me levava pela mão, batia palmas quando eu chegava, fechava a porta do quarto, muitos momentos de isolamento antes da interação…eu estava lá dentro, eu sabia o que acontecia lá dentro. Os outros observavam pela câmera mas só que está dentro é que sabe do sentimento da criança e do facilitador.

Ouvi pais me falando, você é uma pessoa especial para interagir com meu filho, você tem um jeito mágico de encantar meu filho, mas vamos ter de parar.

E isso acontece com tantos outros colegas que também usam uma abordagem mais lúdica e responsiva. Se isso é mágico e especial e faz a criança se desenvolver feliz, POR QUE NÃO?

Porque é difícil, porque é duro, porque requer passar por nossa dinâmica pessoal, porque é  necessário nosso envolvimento,  nosso compromisso diário.

É preciso preparar a sessão, preparar a atividade específica para cada um deles, o que fazemos prá um, muitas vezes não serve para outros. E quantas vezes passamos a noite confeccionando uma brincadeira, pois acreditamos que a criança vai amar… e nada, rs

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Nossa atitude é nos sentir feliz por ele ter conseguido expressar o que não gosta e então podemos guardar e apresentar em outro momento, de um jeito diferente….aquela hora ele não topou mas não quer dizer que não vai gostar da outra e da outra vez…e eu vou persistir.

Essa é outra TÉCNICA, a ser aprendida e aperfeiçoada a cada dia.

É preciso se preparar para entrar no play, saber como vai entrar, que meta irá trabalhar e também é preciso de um treinamento intensivo de inovação, criatividade, agilidade de pensamento e improvisação e emoção.

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Imagine se tudo o que você quer é que sua criança te olhe nos olhos ou te procure com um sorriso e quando isso acontece…..você fica pasmando e não tem nada de animando ou divertido ou útil prá oferecer. Correremos um risco enorme de não aproveitarmos esse tempo de contato que ele nos ofereceu.

Saibam que, existe a TÉCNICA, para fazer isso. Saber fazer pastelão prá criança não parece difícil….saber o momento de fazer e como fazer buscando a meta….requer preparação, concentração e muita atenção enquanto estamos “brincando”construindo a interação dentro do play room.

Voltando aos atendimentos em domicílio ou consultório. O que há de diferente entre esses dois tipos de intervenção?

No play roon em casa, temos tempo mínimo de 2 horas, tranquilidade em nos juntar antes de construir a interação porque as famílias já acreditam no que acreditamos. Já sabem da importância de dar tempo, espaço físico e emocional ao seu filho. As famílias já conhecem os conceitos do método e apreciam cada movimento dentro do play, através de câmeras.

Geralmente o programa é feito por várias pessoas, inclusive os pais, amigos, voluntárias então formamos um time batalhando as mesmas metas durante o mês. Cada um com sua individualidade de relacionamento e interação, mas com as mesmas atitudes dentro e fora do play.

A criação e confecção das brincadeiras são feitas em mutirão divertido, produtivo e animado e também o estabelecimento de novas metas.

Formamos uma equipe de alta performance quando há feedback das sessões, dicas e apoio onde devemos e podemos melhorar. Não há melhores ou piores, cada um é valorizado por seus talentos e disponibilidade de se transformar.

Isso funciona quando há comprometimento com o programa estabelecido e um programa eficaz precisa ser intensivo e forte, mínimo 20 por semana.

No consultório estabeleci o atendimento de 1 hora, geralmente as famílias aguardam na sala de espera, outras vezes entram ao final da sessão.

Qualquer pessoa dentro da sala altera a interação e ás vezes  a criança ainda não está preparada para interagir com duas pessoas. Isso pode ser muito difícil prá ela.

Sentem-se felizes e tranquilas por estarem lá, por terem o compromisso de levar, esperar ou buscar….tudo isso é muito natural, trabalhei 10 anos com neurologia e ainda atendo crianças com paralisia cerebral em Atibaia.

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É físico, concreto, adaptado e motor, Pa! BUF!  e a interação acontece e a gente se diverte e o aprendizado acontece.

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Mas com a criança com autismo é diferente,  eu fico inquieta,  eu quero mais gente prá ajudar, eu quero mais tempo de trabalho, eu preciso de equipe. A ajuda para confeccionar a demanda de atividades é grande.

As orientações são passadas de uma forma informal, sem anotações por escrito, muitas vezes o que conseguimos compartilhar são preocupações pontuais.

É preciso muita explicação e tempo para compreensão do que fazemos e porque fazemos. Vídeos que faço são muitas vezes vistos separadamente sem feedback e esclarecimento das técnicas.

Sei que aqui no Brasil é muito difícil para algumas famílias levarem o programa para casa, muitas trabalham fora, não tem condições financeiras para montar uma equipe, voluntários não é nossa realidade. Não estou julgando ninguém estou abrindo meu coração prá aliviar minha ansiedade.

Sou uma TO sem fronteiras e quero há muito tempo concretizar meu projeto, um lugar para preparar a criança para a inclusão, construir a interação antes de enfrentar o grupo e as regras escolares. Um lugar onde fique comigo e uma equipe comprometida por 4 horas, com play roon, integração sensorial, músicalização, artes e movimento… um verdadeiro PARAÍSO patrocinado por um Anjo Investidor.

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Esse projeto está escrito nas estrelas e aqui comigo também.  Façam algum comentário, quero saber se estou falando sozinha ou tem alguém escutando.

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Ah! E por falar nisso, esse será meu próximo tema. Você está ouvindo o que seu filho está falando? Ou só você fala e ele fica no modo escuta. Ele pode não ser verbal, mas se comunica de alguma forma, então escute, faça silêncio e divirta-se.

GRAFISMO no ACRILICO

Uma sessão motivada pelo material apresentado. É importante variar o convite um dia no papel, outro dia no acrílico e assim uma coisa puxa a outra e juntos construímos um grande trabalho gráfico com treino de coordenação motora fina, contorno interno

 

O acrílico exige da criança mais controle e coordenação pois a caneta desliza mais facilmente do que no papel que o atrito

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Com a massinha, escolhe a cor, faz a minhoca, conversa….


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A concentração é tanta que acontece a “linguinha” sai da boca mostrando que ainda é difícil coordenar e controlar tudo junto.

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O contorno interno

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Enfim, depois do pontilhado e formas e risadas….. FIZ UM BURACO!!!!

Cansou Bi? si

 

 

 

 

Workshop Autismo Encanta Atibaia – 28 de novembro

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 Programa Responsivo de Aprendizagem Lúdica Interativa

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI

Para conhecer a pessoa com diagnóstico e características do espectro autista você deve saber como como ela funciona, como ela sente, quais são suas emoções, seus interesses e motivação. Esses são aspectos importantes para profissionais e pais  desenvolver a capacidade de observar e agir dentro da tríade afetiva  fundamental: Aceitar, Compreender e Apreciar.

 Criar um programa individualizado e focado no interesse da pessoa com autismo e preparar para a INCLUSÃO ESCOLAR. 

No workshop  Nível 1, os participantes terão uma introdução Programa Realizza ( Responsivo, Educacional de Aprendizagem Lúdica Interativa) e seus estágios evolutivos no campo do desenvolvimento sócio cognitivo. Fundamentado nas habilidades sociais e currículo educacional.

Um programa de intervenção e capacitação para inclusão que dará suporte e registro das conquistas da criança do espectro do autismo.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI

https://docs.google.com/forms/d/1kRCE8WblDizsCjROxa2f1tlz45l-aqtCHR1Dn8cZYlI/viewform

Certificado do Autismo Encanta / Medical Center

PROGRAMAÇÃO

SÁBADO 28 de novembro

8:oo – Entrega de material

8:30 horas

 

INTRODUÇÃO AO REALIZZA

Fundamentos e áreas de atuação e como está enxertado na construção da interação, vamos conhecer a criança no espectro do autismo e como ela se apresenta. O participantes irão receber um toque na habilidade de observar e sentir a criança.

A SESSÃO

O que acontece dentro de uma sessão de trabalho responsivo, lúdico e interativo, como é sua dinâmica. Crenças  relacionadas ao autismo e a tríade afetiva. Vamos aprender a reconhecer os sinais oferecidos pela criança e o que fazer com eles utilizando as técnicas. Como iniciar a interação. Momentos de reflexão e atitudes.

COMPORTAMENTO

Para lidar com o comportamento indesejável é necessário conhecer a causa ou o motivo porque acontece. Integração sensorial, o filtro e acomodação. Emoções, auto regulação e co regulação e atitude. O ambiente facilitador e ambiente escolar.

COMUNICAÇÃO

Desenvolvimento da linguagem, a comunicação não verbal e expressiva, as ações na comunicação e como encorajar a criança emitir sons, sílabas, palavras, frases e criar diálogos.

OBJETIVOS E METAS

Apresentação do preenchimento do programa Realizza e como determinar as metas e objetivos.

INVESTIMENTO

R$200,00

Preencha a ficha da inscrição e envie o comprovante de depósito para autismoencanta@gmail.com com assunto COMPROVANTE,

Você receberá a confirmação de sua inscrição e um material para ser lido antes do workshop.

 

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI

Que a Felicidade vire rotina.

Estou fazendo um levantamento da Campanha DESAFIO AZUL.

Vejam a produção: http://autismoencanta.com.br/desafio_azul/

Aproveito para agradecer Natália, minha norinha pelo empenho, organização e acompanhamento para que todas as famílias que quiseram receber os mimos recebessem até dia 2 DE ABRIL.

Quero agradecer as meninas do grupo PRIMA DOLLS MANIA que participaram do desafio com tanta alegria.

Conseguimos!!!!!!!

10167983_841519175920535_4708502255440237287_n Difícil tarefa encontrar os pedidos, os agradecimentos e toda expressão escrita das pessoas que carinhosamente confeccionaram as bonecas. Todos os dias eu e a Nati recebíamos mensagens do grupo Prima Dolls Mania, pessoas que simplesmente nada tinham a ver com AUTISMO e se encantaram com a campanha.

Para vocês terem uma ideia de como foi coloquei uma pequena parte de como as famílias aceitaram o “presentinho” e também quando receberam

Thalita Amaral Carvalho – Boa noite Sônia,gostaria muito de receber este mimo,achei maravilhoso o trabalho.Não sei se serão mães próximas mas se eu puder ganhar ficarei super feliz. Eu gostaria de agradecer os meus amei.

Sandra Ambrosio  –Que delícia receber pelo correio esses presentes! Deu pra sentir o carinho em cada detalhe…

Neste Dia Mundial de Conscientização pelo Autismo, onde o que mais queremos é um mundo que aceite e acolha as diferenças, com mais gentileza e menos preconceito, eu agradeço à Andrea Carvalho (RJ), Cristina Campos (RJ), Márcia Nazaro (DF) e Vanessa Paliares (SP) por terem tornado este dia ainda mais especial…
Sonia Falcão muito obrigada por me incluir nessa ação tão linda e generosa!

Gal Melo – Olá gostaria muito de ganhar..DEUS abençoe.

Loren de Oliveira – Oi, Sonia. Gostaria de participar do projeto distribuindo delicadeza em 2 de abril.

Janaina Ravazzi – Tenho 1 filho autista, o Francisco, quero presente!!!

Nilmara Teixeira – Gostaria imensamente de receber Mimos Azuis. Agradeço antecipadamente.

Darly Mell – Boa tarde minha flor, eu me interessei em receber esse carinho que vc está nos presenteando,e se possivél gostaria muito de recebe-lo.

Regiane Costa – Sônia muito legal sua idéia Parabéns.  Sou mãe de um anjo azul de 6 anos

Final de abril mas nosso entusiamo e luta para CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO, continua.