Floortime (A criança com autismo)

O que sentimos quando nos deparamos com o filho, com um olhar melancólico nos dizendo – Faz tanto tempo que não brincamos juntos.
Por um instante tentamos nos eximir da culpa e relembramos… “Ontem mesmo fizemos compras e conversamos antes de dormir”
Refletindo melhor tive de assumir que realmente não tinha estado “inteira” com meus filhos nas últimas semanas.
No dia a dia, o “dia” passa velozmente não deixando espaço para tomar consciência de nossas ações. Se conseguir cumprir os compromissos que estão na agenda, o dia foi produtivo.
Levar o filho á escola, ler histórias antes de dormir e alimenta-lo não substituía a atenção individualizada, ou seja, não tinha despendido alguns minutos para “estar com eles” simplesmente, sem cumprir tarefas.
Não tinha jogado o jogo que eles gostassem de jogar, não tinha relaxado da maneira que eles quisessem relaxar e não tinha simplesmente brincado do modo como eles queriam.
Muitos pais preocupados com seus horários e obrigações no trabalho se perdem no caminho, não ajustando um tempo para as crianças diz Stanley I. Greenspan, M.D., um psiquiatra infantil, universidade de George Washington em Washington, C.C criador do Floortime, que significa ao pé da letra “tempo no chão”
Mudar de atitude é deixar de ver sem olhar, ouvir sem escutar e tocar sem sentir.
Até agora nos referindo á crianças típicas que percebem a diferença das conversas com seus pais, conversas que constroem vocabulário e um bate papo que transmite a sensação simplesmente do “estar junto” demonstrando que gosta de sua companhia.
Tudo é muito natural e não há sequelas graves na educação dos filhos. De uma maneira ou outra existe a lei compensação.
A situação muda quando existe uma criança autista ao nosso lado. Sabe-se que essa criança requer um cuidado especial, suas características principais são dificuldades para se relacionar, déficit na comunicação e na forma de manipular objetos e brinquedos.  Tríade do autismo.
O ambiente influencia o ser humano, ele pode construir ou destruir uma pessoa,pois,  quando é adequado favorece o desenvolvimento.
Dr.Greenspan desenvolveu o Floortime, que é por onde se começa a trabalhar, reservando pelo menos 30 minutos por dia para simplesmente brincar, sem utilizar esse tempo para ensinar algo para seu filho, não se tornar terapeuta ou professor, simplesmente ser pai ou mãe.
Não utilizar esse tempo no chão para brincar e ver televisão ou ler o jornal ao mesmo tempo.  A atenção vai ganhar qualidade e individualidade, simplesmente por estar junto.
Nesse momento a família deve aproveitar para observar e seguir a criança, o que ele quer fazer, quais são os movimentos que você deve seguir, ele é quem dá as ordens, ele é quem domina a conversação e você o acompanha. É a etapa da aproximação.
Relaxe e não avalie a brincadeira, brinque e se divirta com ele. Role no chão, aproveite para abraçá-lo, aproveite e ria e procure olhar nos olhos de sua criança. Etapa de comunicação.
Seu papel é estar presente e participar ativamente sem fazer julgamento, isso se chama interagir. Se a criança subitamente perder o contato visual e o interesse. “Retome e observe a situação” Em qual momento isso aconteceu?” Será que minha voz está muito alta? Ou baixa? Estou demonstrando calma para escutar?Estou ciente dos gestos e do ritmo da criança?Estou observando como ela quer se relacionar?
O período em passamos com a criança no “chão” mostramos a ela que podemos iniciar a brincadeira ou o relacionamento no nível em que ela está e que podemos ficar com ela o tempo que ela precisar. Isso gera um alto grau de compreensão e sentimento de ser amado.
Adotando as estratégias do Floortime com crianças com autismo podemos traçar alguns desafios importantes focando no objetivo de aumentar a comunicação e interação com o ambiente.
Como podemos manter a criança mais alerta, mais flexível, com mais iniciativa?
Como podemos aumentar sua resistência á frustração?
Como podemos aumentar sua iniciativa e resolver pequenos problemas?
Como podemos lidar com atividades mais longas? (processamento sensorial e planejamento motor)
Como podemos aumentar sua comunicação verbal e gestual?
Como podemos torná-la mais independente nas atividades da vida diária.
Como podemos avaliar aspectos cognitivos?
São muitos os benefícios desse trabalho, pois ele realça o relacionamento entre a família e a criança, entre o terapeuta e a criança, através da descoberta de interesses comuns, desenvolvendo a empatia e a compreensão.
O prazer de estar junto gera mais confiança e afinidades.
O efeito desse tempo no chão pode ser positivo no comportamento da criança com autismo, quando observamos gritos, comportamentos auto-lesivos, inquietação ou falta de colaboração podemos estar diante de um apelo por atenção.
Repetir uma ação várias vezes, desenvolvemos um hábito e o hábito modifica nossas atitudes e mudando o atitudinal podemos modificar comportamentos.
Pingar uma gota diariamente é o botão que dispara os passos para alcançar os resultados esperados.
Reserve um tempo de 30 minutos diariamente, esteja preparado, não existe condicional, faça o que tem de ser feito, prepare o ambiente e os desafios dentro da sala, esteja inteira, desligue a TV, som e celular.
Relaxe e acompanhe, divirta-se, pegue carona nas brincadeiras, não se preocupe como que os outros vão achar, role no chão, abrace, balance, imite o que a criança fizer, cante, faça sons.
Vá introduzindo objetos e enriqueça os jogos, crie e construa o brincar descobrindo seu próprio cenário.
Espere e dê a possibilidade da criança reconhecer o problema e ajude lidar com eles fornecendo mais informações para resolvê-los, (por exemplo, para onde devemos olhar? Verificou todos os lados? Existe uma tampa? Vamos tentar puxar. É furada? Você precisa de uma ferramenta para puxar?).
Se surpreenda junto, mostre suas expressões de alegria, surpresa e espanto.
No Floortime as etapas estão estruturadas para dar o suporte necessário ás famílias e terapeutas para que o tratamento de crianças com autismo tenha evolução gradual com consciência e responsabilidade.

A sensação, percepção e emoção

Sabe quando você se sente feliz e não percebe direito o que te deixa assim….

Nesse sábado 25 de abril fiz um Workshop Autismo e  Equoterapia em Itatiba, no Instituto Passo a Passo. É um lugar maravilhoso, uma fazenda acolhedora que ao chegar bem cedinho senti o sol e a grama úmida. Que sensação deliciosa.

Um dos temas que desenvolvemos foi a sensação, percepção e emoção da criança com autismo e também as nossas. Será que são diferentes? E porque somos mais respeitados que nossas crianças.

Muito sobre Atitude, Atitude e Atitude e quais são elas. Autismo Encanta desenvolve atitudes para o dia a dia das pessoas que convivem com uma criança, jovem ou adulto com autismo através do Programa Realizza.

Ao conhecer a pessoa com autismo, não tem como não respeita-la em suas peculiaridades de comportamento, não faz mais sentido falar” Do nada, ela começou a chorar”, ” Do nada ela me mordeu” ” Do nada… NADA!

Vamos refinar nosso senso de OBSERVAÇÃO  e é preciso praticar e praticar.10835288_10205769685619556_6383979574726076272_o

É a terceira vez que falo para essa equipe de profissionais comprometidos com os atendimento á 90 crianças e suas famílias. Foi o máximo!!!!!!

Distribuindo delicadeza em 2 de abril

Olá pessoal, tudo bem? Como dia 2 de abril está chegando eu quero também fazer parte das Campanhas de Conscientização do Autismo.

A homenagem do blog será um presente cheio de carinho que as famílias azuis receberão em suas casas, uma surpresa via correio.

As mamães e papais que quiserem ganhar esse delicado presente, mande o endereço inbox no meu face SONIA FALCÃO

https://www.facebook.com/sonia.falcaoTO

MARIA VALDEREZ

Faço parte de um grupo de scrapbook que trabalham com OS CARIMBOS PRIMA DOLL e fazem as mais lindas e caprichadas bonecas de papel que eu já vi.

A ideia: minha norinha Natália Pimenta lançou no grupo O DESAFIO AZUL veja como foi postado no grupo:

Como funciona:

Quem se propuser a participar deve fazer uma tag com uma doll de roupinha azul (cor do autismo) e as palavras “Autismo Encanta” e enviá-la pela correio (carta simples ou registrada) para uma mãe de criança com autismo. 

Não é legal? Uma surpresa de alguém que as mães não conhecem e que passaram um tempo confeccionando e enfeitando as bonecas só para dar-lhes de presente!!!!! E emocionante!

Em agradecimento, as pessoas que participarem receberão através de um sorteio uma caixa cheia de material de scrapbooking ( carimbos, fitas, tags, envelopes, tesoura com corte especial….

O desafio começou nesse domingo (08) e vai até 28 de março para que as tags cheguem para as mães até o dia 02 de abril.

Temos patrocínio do Ateliê Screpando (https://www.facebook.com/pages/Screpando/220631331427013?fref=ts) que doou dois sets de carimbos novos (um da Inka e outro da Loralie) e flores de papel (além de mimos surpresa que serão enviados para a ganhadora). Além disso, eu e minha sogra separamos mais alguns mimos para serem sorteados também!

Nosso objetivo:

Primeiramente, visamos a conscientização do autismo e a diminuição do preconceito através do conhecimento. Queremos colocar diversas pessoas em contato com essas mães e pais especiais, para que eles recebam um carinho tão especial quanto eles são!

PS: Recebi vários comentários de pessoas que estão animadas, felizes por participar.

Vou comunicando vocês!!!!

Dia do Autismo

No Dia do Autismo, 2 de abril, ONU pede conscientização e inclusão

O Brasil não tem estatística sobre o autismo, mas nos Estados Unidos e Europa já se fala sobre a maior epidemia do mundo, saltando de um caso a cada 2.500 pessoas na década de 1990, para o número assustador atual de uma pessoa com autismo a cada 120. Estimou-se em 2007 que no Brasil, país com uma população de cerca de 190 milhões de pessoas naquele ano, havia cerca de 1 milhão de casos de autismo, segundo o Projeto Autismo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo. No mundo, há mais de 35 milhões de pessoas com autismo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.

A fim de alertar o planeta para essa tão séria questão, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou em 2008 o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (World Autism Awareness Day), no dia 2 de abril de cada ano. Para 2010, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou a importância da inclusão social. “Lembremo-nos que cada um de nós pode assumir essa responsabilidade. Vamos nos unir às pessoas com autismo e suas família para uma maior sensibilização e compreensão”, disse ele na mensagem deste ano, mencionando ainda a complexidade do autismo, que precisa de muita pesquisa. Vários monumentos e grandes construções ao redor do mundo se propuseram a iluminar-se de azul como manifestação em favor dessa conscientização no dia 2, como o prédio Empire State, em Nova York, nos Estados Unidos.

No Brasil, é preciso alertar, sobretudo, as autoridades e governantes para a criação de políticas de saúde pública para o tratamento e diagnóstico do autismo, além de apoiar e subsidiar pesquisas na área. Somente o diagnóstico precoce, e consequentemente iniciar uma intervenção precoce, pode oferecer mais qualidade de vida às pessoas com autismo, para a seguir iniciarmos estatísticas na área para termos idéia da dimensão dessa realidade no Brasil. E mudá-la.

O autismo faz parte de um grupo de desordens do cérebro chamado de Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (TID) – também conhecido como Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD). Para muitos, o autismo remete à imagem dos casos mais graves, mas há vários níveis dentro do espectro autista. Nos limites dessa variação, há desde casos com sérios comprometimentos do cérebro a raros casos com diversas habilidades mentais, com a Síndrome de Asperger (um tipo leve de autismo) – atribuído inclusive a aos gênios Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Mozart e Einstein.

A medicina e a ciência de um modo geral sabem muito pouco sobre o autismo, descrito pela primeira vez em 1943 e somente 1993 incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde como um transtorno invasivo do desenvolvimento. Muitas pesquisas ao redor do mundo tentam descobrir causas, intervenções mais eficazes e a tão esperada cura. Atualmente diversos tratamentos podem tornar a qualidade de vida da pessoa com autismo sensivelmente melhor.

Para este ano haverá, entre outros eventos promovidos pela ONU, o lançamento do documentário “A Mother’s Courage: Talking Back to Autism” (Coragem de mãe: falando sobre o autismo, em tradução livre), narrado pela premiada atriz Kate Winslet (de Titanic). O filme fala sobre uma mãe islandesa que viaja para os Estados Unidos em busca de novas terapias para o filho que é autista.

Além do dia 2, o mês de abril é considerado o mês da conscientização do autismo no mundo.

PAIVA JUNIOR

Jornalista, MTb: 33.245

A criança em isolamento

A criança em isolamento

Sabemos que uma das características de uma criança com autismo é o isolamento. Quando observamos essa criança, não parece que ela está nos pedindo ajuda ou mesmo querendo ser libertada desse lugar ou dessa situação.

É uma criança que ás vezes sorri tranqüila e totalmente absorta em seus pensamentos  e porque não falar se divertindo. A criança se diverte e se acalma com os ismos, é nisso que acreditamos, as terapeutas Son Rise.

Raun Kaufman, primeira criança que estava autista e que sua história deu origem ao programa Son Rise diz, “autismo é uma desordem sócio relacional e não comportamental”. Mudar o comportamento da criança não a tornará menos autista. Estereotipias são comportamentos repetitivos, auto estimulantes que as crianças fazem por diversas razões. Os ismos nos remetem a duas noções, a criança o faz em isolamento e faz para nos afastar dela. Não porque não ama a mãe, pai e as pessoas e também não é porque não é amada por eles, mas elas são desafiadas a interagir e a controlar o ambiente.

Imagine-se numa sala de aula, onde ouvimos o barulho externo e assim mesmo conseguimos focar nossa atenção no professor e quase não percebemos os ruídos que vem de fora, como se eles diminuíssem o volume. Somos capazes de  nos desligar e nos atentar ao que importa.

As crianças ouvem os sons com o mesmo volume, não filtram e não priorizam o “importante” e recebem uma enxurrada de estímulos sensoriais, parecem não nos ouvir, não prestam atenção, na verdade as crianças fazem com o tato, ouvido e olfato tornando-as sobrecarregadas e confusas.

E quanto tudo está confuso, o mais difícil para a criança com autismo é a interação social, é interagir com os humanos. O que elas tentam é criar a previsibilidade num mundo tão previsível.

E é muito difícil criar algo assim… E buscando o controle, fazem algo previsível para elas, algo que as acalmem imediatamente, balançam as mãos perto dos olhos, se balançam para frente e para trás, pulam e gritam sorrindo, giram rodas de carros, enfileiram objetos e tantos outros movimentos repetitivos ou atividades rígidas ou rituais pré definidos.

Outra luta de nossas crianças é a difícil habilidade de fazer amigos. E será que isso é ensinado por nós adultos? Só para refletir.

Na prática observo e concordo inteiramente com Raun quando diz que para fazer amigos é compartilhar dos mesmos interesses e as vezes fazemos algo para agradar o outro mesmo quando não queremos porque é muito bom ver o outro feliz.

Seu filho não amará tudo o que você o ensinar mas poderá estar envolvido com você e tão interessado que investirá em você.

E se não mudarmos nosso olhar em relação a isso, se não aceitarmos a criança como ela está naquele momento e se não nos juntarmos a ela com uma atitude de apreciação pelo que faz e compreensão, estaremos o tempo todo a impedindo de se organizar. A mensagem que aparecerá assim “Pare de fazer o que quer e faça o que eu quero”.

Amar a criança por inteiro é amar e apreciar o que ela faz com a certeza que faz o melhor que ela pode. E podemos ajudá-las a passar por isso de uma forma lúdica e dinâmica, nos juntando no isolamento, esperando o sinal verde da interação, daí para a fase interessada e altamente conectada.

Nesse precioso momento que a criança se abre, podemos solicitar (metas, de contato visual, linguagem…), pois está preparada e motivada para aprender.

Sonia Falcão

Terapeuta Ocupacional

Fonte: texto adaptado de um vídeo do site: inspiradospeloautismo.com.br

Floortime – A disciplina da indisciplina (A criança com autismo)

O que sentimos quando nos deparamos com o filho, com um olhar melancólico nos dizendo – Faz tanto tempo que não brincamos juntos.
Por um instante tentamos nos eximir da culpa e relembramos… “Ontem mesmo fizemos compras e conversamos antes de dormir”
Refletindo melhor tive de assumir que realmente não tinha estado “inteira” com meus filhos nas últimas semanas.
No dia a dia, o “dia” passa velozmente não deixando espaço para tomar consciência de nossas ações. Se conseguir cumprir os compromissos que estão na agenda, o dia foi produtivo.
Levar o filho á escola, ler histórias antes de dormir e alimenta-lo não substituía a atenção individualizada, ou seja, não tinha despendido alguns minutos para “estar com eles” simplesmente, sem cumprir tarefas.
Não tinha jogado o jogo que eles gostassem de jogar, não tinha relaxado da maneira que eles quisessem relaxar e não tinha simplesmente brincado do modo como eles queriam.
Muitos pais preocupados com seus horários e obrigações no trabalho se perdem no caminho, não ajustando um tempo para as crianças diz Stanley I. Greenspan, M.D., um psiquiatra infantil, universidade de George Washington em Washington, C.C criador do Floortime, que significa ao pé da letra “tempo no chão”
Mudar de atitude é deixar de ver sem olhar, ouvir sem escutar e tocar sem sentir.
Até agora nos referindo á crianças normais que percebem a diferença das conversas com seus pais, conversas que constroem vocabulário e um bate papo que transmite a sensação simplesmente do “estar junto” demonstrando que gosta de sua companhia.
Tudo é muito natural e não há seqüelas graves na educação dos filhos. De uma maneira ou outra existe a lei compensação.
A situação muda quando existe uma criança autista ao nosso lado. Sabe-se que essa criança requer um cuidado especial, suas características principais são dificuldades para se relacionar, déficit na comunicação e na forma de manipular objetos e brinquedos.  Tríade do autismo.
O ambiente influencia o ser humano, ele pode construir ou destruir uma pessoa,pois,  quando é adequado favorece o desenvolvimento.
Dr.Greenspan desenvolveu o Floortime, que é por onde se começa a trabalhar, reservando pelo menos 30 minutos por dia para simplesmente brincar, sem utilizar esse tempo para ensinar algo para seu filho, não se tornar terapeuta ou professor, simplesmente ser pai ou mãe.
Não utilizar esse tempo no chão para brincar e ver televisão ou ler o jornal ao mesmo tempo.  A atenção vai ganhar qualidade e individualidade, simplesmente por estar junto.
Nesse momento a família deve aproveitar para observar e seguir a criança, o que ele quer fazer, quais são os movimentos que você deve seguir, ele é quem dá as ordens, ele é quem domina a conversação e você o acompanha. É a etapa da aproximação.
Relaxe e não avalie a brincadeira, brinque e se divirta com ele. Role no chão, aproveite para abraçá-lo, aproveite e ria e procure olhar nos olhos de sua criança. Etapa de comunicação.
Seu papel é estar presente e participar ativamente sem fazer julgamento, isso se chama interagir. Se a criança subitamente perder o contato visual e o interesse. “Retome e observe a situação” Em qual momento isso aconteceu?” Será que minha voz está muito alta? Ou baixa? Estou demonstrando calma para escutar?Estou ciente dos gestos e do ritmo da criança?Estou observando como ela quer se relacionar?
O período em passamos com a criança no “chão” mostramos a ela que podemos iniciar a brincadeira ou o relacionamento no nível em que ela está e que podemos ficar com ela o tempo que ela precisar. Isso gera um alto grau de compreensão e sentimento de ser amado.
Adotando as estratégias do Floortime com crianças com autismo podemos traçar alguns desafios importantes focando no objetivo de aumentar a comunicação e interação com o ambiente.
Como podemos manter a criança mais alerta, mais flexível, com mais iniciativa?
Como podemos aumentar sua resistência á frustração?
Como podemos aumentar sua iniciativa e resolver pequenos problemas?
Como podemos lidar com atividades mais longas? (processamento sensorial e planejamento motor)
Como podemos aumentar sua comunicação verbal e gestual?
Como podemos torná-la mais independente nas atividades da vida diária.
Como podemos avaliar aspectos cognitivos?
São muitos os benefícios desse trabalho, pois ele realça o relacionamento entre a família e a criança, entre o terapeuta e a criança, através da descoberta de interesses comuns, desenvolvendo a empatia e a compreensão.
O prazer de estar junto gera mais confiança e afinidades.
O efeito desse tempo no chão pode ser positivo no comportamento da criança com autismo, quando observamos gritos, comportamentos auto-lesivos, inquietação ou falta de colaboração podemos estar diante de um apelo por atenção.
Repetir uma ação várias vezes, desenvolvemos um hábito e o hábito modifica nossas atitudes e mudando o atitudinal podemos modificar comportamentos.
Pingar uma gota diariamente é o botão que dispara os passos para alcançar os resultados esperados.
Reserve um tempo de 30 minutos diariamente, esteja preparado, não existe condicional, faça o que tem de ser feito, prepare o ambiente e os desafios dentro da sala, esteja inteira, desligue a TV, som e celular.
Relaxe e acompanhe, divirta-se, pegue carona nas brincadeiras, não se preocupe como que os outros vão achar, role no chão, abrace, balance, imite o que a criança fizer, cante, faça sons.
Vá introduzindo objetos e enriqueça os jogos, crie e construa o brincar descobrindo seu próprio cenário.
Espere e dê a possibilidade da criança reconhecer o problema e ajude lidar com eles fornecendo mais informações para resolvê-los, (por exemplo, para onde devemos olhar? Verificou todos os lados? Existe uma tampa? Vamos tentar puxar. É furada? Você precisa de uma ferramenta para puxar?).
Se surpreenda junto, mostre suas expressões de alegria, surpresa e espanto.
No Floortime as etapas estão estruturadas para dar o suporte necessário ás famílias e terapeutas para que o tratamento de crianças com autismo tenha evolução gradual com consciência e responsabilidade. Um pensar transformador que garante a “disciplina da indisciplina”