Floortime (A criança com autismo)

O que sentimos quando nos deparamos com o filho, com um olhar melancólico nos dizendo – Faz tanto tempo que não brincamos juntos.
Por um instante tentamos nos eximir da culpa e relembramos… “Ontem mesmo fizemos compras e conversamos antes de dormir”
Refletindo melhor tive de assumir que realmente não tinha estado “inteira” com meus filhos nas últimas semanas.
No dia a dia, o “dia” passa velozmente não deixando espaço para tomar consciência de nossas ações. Se conseguir cumprir os compromissos que estão na agenda, o dia foi produtivo.
Levar o filho á escola, ler histórias antes de dormir e alimenta-lo não substituía a atenção individualizada, ou seja, não tinha despendido alguns minutos para “estar com eles” simplesmente, sem cumprir tarefas.
Não tinha jogado o jogo que eles gostassem de jogar, não tinha relaxado da maneira que eles quisessem relaxar e não tinha simplesmente brincado do modo como eles queriam.
Muitos pais preocupados com seus horários e obrigações no trabalho se perdem no caminho, não ajustando um tempo para as crianças diz Stanley I. Greenspan, M.D., um psiquiatra infantil, universidade de George Washington em Washington, C.C criador do Floortime, que significa ao pé da letra “tempo no chão”
Mudar de atitude é deixar de ver sem olhar, ouvir sem escutar e tocar sem sentir.
Até agora nos referindo á crianças típicas que percebem a diferença das conversas com seus pais, conversas que constroem vocabulário e um bate papo que transmite a sensação simplesmente do “estar junto” demonstrando que gosta de sua companhia.
Tudo é muito natural e não há sequelas graves na educação dos filhos. De uma maneira ou outra existe a lei compensação.
A situação muda quando existe uma criança autista ao nosso lado. Sabe-se que essa criança requer um cuidado especial, suas características principais são dificuldades para se relacionar, déficit na comunicação e na forma de manipular objetos e brinquedos.  Tríade do autismo.
O ambiente influencia o ser humano, ele pode construir ou destruir uma pessoa,pois,  quando é adequado favorece o desenvolvimento.
Dr.Greenspan desenvolveu o Floortime, que é por onde se começa a trabalhar, reservando pelo menos 30 minutos por dia para simplesmente brincar, sem utilizar esse tempo para ensinar algo para seu filho, não se tornar terapeuta ou professor, simplesmente ser pai ou mãe.
Não utilizar esse tempo no chão para brincar e ver televisão ou ler o jornal ao mesmo tempo.  A atenção vai ganhar qualidade e individualidade, simplesmente por estar junto.
Nesse momento a família deve aproveitar para observar e seguir a criança, o que ele quer fazer, quais são os movimentos que você deve seguir, ele é quem dá as ordens, ele é quem domina a conversação e você o acompanha. É a etapa da aproximação.
Relaxe e não avalie a brincadeira, brinque e se divirta com ele. Role no chão, aproveite para abraçá-lo, aproveite e ria e procure olhar nos olhos de sua criança. Etapa de comunicação.
Seu papel é estar presente e participar ativamente sem fazer julgamento, isso se chama interagir. Se a criança subitamente perder o contato visual e o interesse. “Retome e observe a situação” Em qual momento isso aconteceu?” Será que minha voz está muito alta? Ou baixa? Estou demonstrando calma para escutar?Estou ciente dos gestos e do ritmo da criança?Estou observando como ela quer se relacionar?
O período em passamos com a criança no “chão” mostramos a ela que podemos iniciar a brincadeira ou o relacionamento no nível em que ela está e que podemos ficar com ela o tempo que ela precisar. Isso gera um alto grau de compreensão e sentimento de ser amado.
Adotando as estratégias do Floortime com crianças com autismo podemos traçar alguns desafios importantes focando no objetivo de aumentar a comunicação e interação com o ambiente.
Como podemos manter a criança mais alerta, mais flexível, com mais iniciativa?
Como podemos aumentar sua resistência á frustração?
Como podemos aumentar sua iniciativa e resolver pequenos problemas?
Como podemos lidar com atividades mais longas? (processamento sensorial e planejamento motor)
Como podemos aumentar sua comunicação verbal e gestual?
Como podemos torná-la mais independente nas atividades da vida diária.
Como podemos avaliar aspectos cognitivos?
São muitos os benefícios desse trabalho, pois ele realça o relacionamento entre a família e a criança, entre o terapeuta e a criança, através da descoberta de interesses comuns, desenvolvendo a empatia e a compreensão.
O prazer de estar junto gera mais confiança e afinidades.
O efeito desse tempo no chão pode ser positivo no comportamento da criança com autismo, quando observamos gritos, comportamentos auto-lesivos, inquietação ou falta de colaboração podemos estar diante de um apelo por atenção.
Repetir uma ação várias vezes, desenvolvemos um hábito e o hábito modifica nossas atitudes e mudando o atitudinal podemos modificar comportamentos.
Pingar uma gota diariamente é o botão que dispara os passos para alcançar os resultados esperados.
Reserve um tempo de 30 minutos diariamente, esteja preparado, não existe condicional, faça o que tem de ser feito, prepare o ambiente e os desafios dentro da sala, esteja inteira, desligue a TV, som e celular.
Relaxe e acompanhe, divirta-se, pegue carona nas brincadeiras, não se preocupe como que os outros vão achar, role no chão, abrace, balance, imite o que a criança fizer, cante, faça sons.
Vá introduzindo objetos e enriqueça os jogos, crie e construa o brincar descobrindo seu próprio cenário.
Espere e dê a possibilidade da criança reconhecer o problema e ajude lidar com eles fornecendo mais informações para resolvê-los, (por exemplo, para onde devemos olhar? Verificou todos os lados? Existe uma tampa? Vamos tentar puxar. É furada? Você precisa de uma ferramenta para puxar?).
Se surpreenda junto, mostre suas expressões de alegria, surpresa e espanto.
No Floortime as etapas estão estruturadas para dar o suporte necessário ás famílias e terapeutas para que o tratamento de crianças com autismo tenha evolução gradual com consciência e responsabilidade.
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O autismo, a Terapia Ocupacional e muito amor

Olhando para trás, trinta anos depois do meu primeiro contato com o autismo, quanta coisa mudou, quantos sentimentos foram transformados em experiência e quanto ainda me sinto jovem. Jovem sim, que ainda busca caminhos com entusiasmo e empolgação por aprender  e descobrir trilhas com o amadurecimento da idade.

 Escolhi o autismo antes mesmo de escolher ser terapeuta ocupacional. Fui trabalhar numa escola de ensino especializado,l fui coordenadora por 20 anos. Lá além de crianças e jovens com autismo também convivi com a deficiência intelectual e outras síndromes. Paralelamente atendia crianças com paralisia cerebral numa clínica em terapias individuais de 40 minutos.

Por característica pessoal e por ter tido o privilégio de estar ao lado da profa. Nylse Cunha que trouxe a Brinquedoteca ao Brasil e defende o Brincar como o principal recurso para a aprendizagem, eu me tornei uma profissional extremamente lúdica e uma terapeuta ocupacional apaixonada pelo brincar e fazer rir.

É importante enfatizar que a abordagem centrada no cliente, seguindo o quadro de referência humanista da TO, é a que escolhi como alicerce de minha atuação profissional.

Esse texto é a expressão de uma prática amorosa profunda que agora se encontra em um momento reflexivo.  A emoção fica oculta por restrição da palavra escrita.

Em 2006, resolvi mergulhar e dedicar todo o meu tempo ao Autismo, ou melhor, à criança que está autista e sua família que tem garra e esperança, pois o autismo é tratável.  AH! Como tudo mudou e isso é maravilhoso.

Nas sessões a mudança começa pelo tempo de terapia, não há condições de construir uma interação com a criança em apenas 40 minutos e nem uma atmosfera lúdica e divertida. Se respeitarmos o ritmo da criança e o seu tempo para se preparar para interagir, podemos perceber que muitas vezes, quando estamos sentindo que o ambiente está ficando favorável e surge um contato de olho, um sorriso ou um toque…..a terapia acaba! E outra criança está a sua espera.  A troca da quantidade de pacientes pela qualidade da terapia foi fundamental para os resultados positivos.

O terapeuta atua como um facilitador, oferecendo oportunidades, capacitando a criança a explorar pensamentos e sentimentos em um ambiente seguro e provendo recursos que a criança identifique como necessários. São importantes o desenvolvimento da auto valorização e a sensação de controle da situação.

A criança é encorajada a dirigir sua própria terapia, as brincadeiras e atividades são escolhidas por ela e devem ter significado para ela.
Nessa abordagem é fundamental que o terapeuta não exerça poder sobre a criança, e é preciso assegurar que o controle será dado á ela, mesmo ás custas de uma lenta tomada de decisão. Novamente como facilitador, o terapeuta promove oportunidades e informações para ajudar a criança decidir aquilo que deseja e então organizar os recursos ou intervenção para que isso seja alcançado.
Outra e muito importante mudança que percebo nos dias de hoje é a participação dos pais nesse processo de tratamento de seus filhos.
Não são mais os profissionais que estão com o saber, o saber está cada vez mais com as famílias que nos oferecem o genuíno dossiê de como seu filho aprende, como seu filho sente, como seu filho reage, como seu filho se diverte.
E cabe a nós profissionais adiar o julgamento e pensar junto, interpretar esses dados, associar  com o nosso conhecimento e experiência e desenvolver um programa de tratamento criativo, dinâmico,  divertido e viável para cada família e  não impor planejamentos engessados.
Na TO, temos tanto a ensinar mas se a criança não estiver interessada, nada teremos…
Estabelecer os desafios, os objetivos e as ações e embarcar nessa viagem de amar incondicionalmente, amar é uma viagem a ser feita com alguém na qual, ao mesmo tempo em que curtimos essa entrega, desvendamos os mistérios que ela nos apresenta a cada momento.

SoniaFalcaoSonia Aparecida Falcão é terapeuta ocupacional (TO), especialista em Saúde Mental da Criança e do Adolescente, atua numa abordagem relacional humanista, fundou o Programa Realizza com “Férias mais Divertidas” e “Autismo Encanta“. Coordena MBA em Gestão de Pessoas, telepresencial da rede LFG/Anhanguera.

E-mail:  autismoencanta@gmail.com                    http://www.revistaautismo.com.br

Quanto do que lemos sabemos como fazer?

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Às vezes fico me perguntando por que não paro de pensar nas coisas que gostaria de fazer e não faço. Então resolvi escrever.

Uma delas é arrumar um jeito mágico de fazer as pessoas sentirem um pouco do que lemos a respeito do autismo. São tantas informações e textos, artigos, mas na verdade o “quanto entra  na prática dos profissionais e quanto entra na vida dos pais”.

Vocês que me acompanham sabem que eu sempre trabalhei numa filosofia humanista, centrada na criança com necessidades especiais e acho que é por isso que eu me apaixonei pelas técnicas e abordagens relacionais. Especificamente o Programa Son Rise, quando os pais de Raun o tiveram eles já estavam buscando um aprofundamento no auto conhecimento e no desenvolvimento humano escolhendo o que sentir em relação ás situações que a vida nos impõe.

Faço atendimento domiciliar como o proposto pelo Son Rise e faço atendimentos em consultório, que também chamo de play roon externo.

O Brasil é predominantemente comportamental e isso não quer dizer que não admirem ou se interessem por uma abordagem relacional. O que posso entender é que todos esperam compreender realmente o que está acontecendo, o que realmente a criança está aprendendo e como está aprendendo. As técnicas e o programa são claros o suficiente para que isso ocorra.

Ouvi durante tantos atendimentos, os depoimentos de pais que diziam que o que eles precisavam era gestão de resultados concretos, registrados e demonstrados. E que isso seria de grande importância para que outras pessoas da família pudessem também observar essa evolução e sendo assim…acalmava seus corações.

Não tenho muita dificuldade em dizer que perdi amados anjinhos para a abordagem comportamental. Tenho enorme dificuldade em me conformar em ficar sem eles…eu sentia o desenvolvimento, eu sentia a qualidade do amor por mim e a cumplicidade de afeto que havia entre a gente. Sabia exatamente que as crianças sabiam que eu era uma pessoa confiável e muito fácil, que não precisavam lutar ou falar para ser atendido e compreendido.  Parece piegas!!!!! Mas não é, é verdade.

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Uma amiga me contou que quando contaram á criança que a tia Sonia não viria mais brincar, ele deu um grito e chorou. Sinto-me triste, não sabemos a razão, podemos deduzir talvez… mas eu sei que ele entendeu, eu sei. Uma criança não verbal me levava pela mão, batia palmas quando eu chegava, fechava a porta do quarto, muitos momentos de isolamento antes da interação…eu estava lá dentro, eu sabia o que acontecia lá dentro. Os outros observavam pela câmera mas só que está dentro é que sabe do sentimento da criança e do facilitador.

Ouvi pais me falando, você é uma pessoa especial para interagir com meu filho, você tem um jeito mágico de encantar meu filho, mas vamos ter de parar.

E isso acontece com tantos outros colegas que também usam uma abordagem mais lúdica e responsiva. Se isso é mágico e especial e faz a criança se desenvolver feliz, POR QUE NÃO?

Porque é difícil, porque é duro, porque requer passar por nossa dinâmica pessoal, porque é  necessário nosso envolvimento,  nosso compromisso diário.

É preciso preparar a sessão, preparar a atividade específica para cada um deles, o que fazemos prá um, muitas vezes não serve para outros. E quantas vezes passamos a noite confeccionando uma brincadeira, pois acreditamos que a criança vai amar… e nada, rs

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Nossa atitude é nos sentir feliz por ele ter conseguido expressar o que não gosta e então podemos guardar e apresentar em outro momento, de um jeito diferente….aquela hora ele não topou mas não quer dizer que não vai gostar da outra e da outra vez…e eu vou persistir.

Essa é outra TÉCNICA, a ser aprendida e aperfeiçoada a cada dia.

É preciso se preparar para entrar no play, saber como vai entrar, que meta irá trabalhar e também é preciso de um treinamento intensivo de inovação, criatividade, agilidade de pensamento e improvisação e emoção.

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Imagine se tudo o que você quer é que sua criança te olhe nos olhos ou te procure com um sorriso e quando isso acontece…..você fica pasmando e não tem nada de animando ou divertido ou útil prá oferecer. Correremos um risco enorme de não aproveitarmos esse tempo de contato que ele nos ofereceu.

Saibam que, existe a TÉCNICA, para fazer isso. Saber fazer pastelão prá criança não parece difícil….saber o momento de fazer e como fazer buscando a meta….requer preparação, concentração e muita atenção enquanto estamos “brincando”construindo a interação dentro do play room.

Voltando aos atendimentos em domicílio ou consultório. O que há de diferente entre esses dois tipos de intervenção?

No play roon em casa, temos tempo mínimo de 2 horas, tranquilidade em nos juntar antes de construir a interação porque as famílias já acreditam no que acreditamos. Já sabem da importância de dar tempo, espaço físico e emocional ao seu filho. As famílias já conhecem os conceitos do método e apreciam cada movimento dentro do play, através de câmeras.

Geralmente o programa é feito por várias pessoas, inclusive os pais, amigos, voluntárias então formamos um time batalhando as mesmas metas durante o mês. Cada um com sua individualidade de relacionamento e interação, mas com as mesmas atitudes dentro e fora do play.

A criação e confecção das brincadeiras são feitas em mutirão divertido, produtivo e animado e também o estabelecimento de novas metas.

Formamos uma equipe de alta performance quando há feedback das sessões, dicas e apoio onde devemos e podemos melhorar. Não há melhores ou piores, cada um é valorizado por seus talentos e disponibilidade de se transformar.

Isso funciona quando há comprometimento com o programa estabelecido e um programa eficaz precisa ser intensivo e forte, mínimo 20 por semana.

No consultório estabeleci o atendimento de 1 hora, geralmente as famílias aguardam na sala de espera, outras vezes entram ao final da sessão.

Qualquer pessoa dentro da sala altera a interação e ás vezes  a criança ainda não está preparada para interagir com duas pessoas. Isso pode ser muito difícil prá ela.

Sentem-se felizes e tranquilas por estarem lá, por terem o compromisso de levar, esperar ou buscar….tudo isso é muito natural, trabalhei 10 anos com neurologia e ainda atendo crianças com paralisia cerebral em Atibaia.

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É físico, concreto, adaptado e motor, Pa! BUF!  e a interação acontece e a gente se diverte e o aprendizado acontece.

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Mas com a criança com autismo é diferente,  eu fico inquieta,  eu quero mais gente prá ajudar, eu quero mais tempo de trabalho, eu preciso de equipe. A ajuda para confeccionar a demanda de atividades é grande.

As orientações são passadas de uma forma informal, sem anotações por escrito, muitas vezes o que conseguimos compartilhar são preocupações pontuais.

É preciso muita explicação e tempo para compreensão do que fazemos e porque fazemos. Vídeos que faço são muitas vezes vistos separadamente sem feedback e esclarecimento das técnicas.

Sei que aqui no Brasil é muito difícil para algumas famílias levarem o programa para casa, muitas trabalham fora, não tem condições financeiras para montar uma equipe, voluntários não é nossa realidade. Não estou julgando ninguém estou abrindo meu coração prá aliviar minha ansiedade.

Sou uma TO sem fronteiras e quero há muito tempo concretizar meu projeto, um lugar para preparar a criança para a inclusão, construir a interação antes de enfrentar o grupo e as regras escolares. Um lugar onde fique comigo e uma equipe comprometida por 4 horas, com play roon, integração sensorial, músicalização, artes e movimento… um verdadeiro PARAÍSO patrocinado por um Anjo Investidor.

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Esse projeto está escrito nas estrelas e aqui comigo também.  Façam algum comentário, quero saber se estou falando sozinha ou tem alguém escutando.

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Ah! E por falar nisso, esse será meu próximo tema. Você está ouvindo o que seu filho está falando? Ou só você fala e ele fica no modo escuta. Ele pode não ser verbal, mas se comunica de alguma forma, então escute, faça silêncio e divirta-se.

Qualidade de vida para jovens adultos com deficiência intelectual ( parte 1)

Pessoal, mais um texto para o meu blog. Gostaria de saber quem trabalha ou tem interesse nesse tema: Jovens e Adultos

Espero que gostem!!!

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Equipe motivada = jovens felizes

Esse texto foi escrito especialmente á você que trabalha com jovens e adultos com alguma deficiência. Não é raro encontrarmos planejamentos feitos em função de observações avaliativas que retratam exatamente o ponto onde o jovem se encontra emocionalmente, motoramente, cognitivamente.

Temos sempre que lembrar que essas pessoas já viveram e vivenciaram experiências anteriores que de alguma forma ficaram registradas.

Claro que essas pessoas quando crianças apresentaram dificuldades que foram trabalhadas e evoluíram obtendo como resultado a condição em que hoje se encontram.

Dessa forma, ao avaliarmos podemos traçar objetivos na programação iguais ou semelhantes aos que foram definidos quando estes jovens eram crianças.

Tais objetivos não alcançaram resultados satisfatórios, portanto deverão entrar novamente no planejamento.

A grande diferença agora é “De que maneira vamos propor as atividades”, não esquecendo a idade cronológica em que se encontram pois sempre há mudanças nos interesses, no comportamento e no próprio dia a dia.

Uma criança que “garatuja” precisa desenvolver seu traçado circular, seu desenho, sua preensão, dissociação de punho, enfim utilizamos técnicas, brinquedos e material pedagógicos em sua programação.

O jovem também precisa ser ajudado nessas habilidades, com outras atividades que estejam mais perto da sua realidade.

Temos que oferecer muito mais do que aquilo que programamos inicialmente, talvez ele tenha estacionado no gráfico crescente na vertical, então nós vamos engrossar o gráfico na horizontal, e isso é melhorar a “qualidade de vida”

Quando temos um grupo de adolescentes, jovens ou adultos, temos de nos perguntar: O que eu quero para ele? O que o motiva? Do que ele gosta? O que o deixa feliz? O que ele sabe fazer espontaneamente? Quais suas habilidades motoras?

 

Passando por esse momento de reflexão, encontraremos mais um obstáculo que rapidamente faz com que nossa cabeça novamente se embaralhe e sentimos a necessidade de parar e pensar ….

“A pausa faz parte do processo de pensar criativamente e faz parte da música.”

“Tenho um grupo heterogêneo, com interesses e habilidades diferentes, ficando muito complicado fazer uma programação que atenda a todos”.

 

Nossa vida é feita das escolhas que fazemos, e quando trabalhamos com essa faixa etária de adolescentes, jovens, adultos e alguns até na 3ª idade, somos responsáveis indiretamente pelas escolhas dessa turma, nós é que determinamos o que vamos informar,  formar, construir, ensinar ou ajudar.

Isso faz com que nossa influência modifique a vida de pessoas e conseqüentemente de suas famílias.

É importante ressaltar que estaremos sempre atentas á ouvir e perceber as escolhas daqueles que são capazes de escolher, capazes de dar suas opiniões e nossa atitude será parar, pensar, estar atenta aos detalhes da informação, respeitar e concretizar. O julgamento terá outro momento.

“Somos responsáveis pelo resultado de nossas ações e o único responsável pelo nosso bem estar”

Pense comigo se fizermos (equipe) projetos que queremos fazer (sonho), aquele que nos motivem,  que nos façam levantar cedo,  que nos dê energia e nos faça sentir entusiasmado.

Vamos mais facilmente motivar o grupo de jovens e  estes, animados irão estar mais dispostos a trabalhar, aprender e estando num ambiente facilitador irão nos surpreender.

Esse resultado irá ultrapassar as paredes da escola ou da oficina de trabalho, chegando até suas famílias, que irão expressar o sentimento de satisfação que voltará automaticamente a vocês (equipe) Ufa!!!  E isso é fantástico e  é pensar criativamente, que se define como surpreender e ser surpreendido”

E não para aqui, vamos ter de associar aquela avaliação que fizemos de cada um dos participantes do grupo, misturar com nossos sonhos (projeto) e elaborar uma programação individual de acordo com as habilidades dos jovens e os objetivos a serem atingidos até o fechamento do projeto.

O cruzamento desses dados mais a habilidade do pensar reflete o potencial de um equipe criativa.

Ao final de cada projeto a sondagem de cada participante deverá ser feita utilizando os protocolos pré-definidos.

Esse procedimento interno da equipe é fundamental para a valorização, reconhecimento individual dos professores e educadores que trabalham com esses jovens, adultos e da 3ª idade.

 

Sabendo-se o que quer fazer, o caminho a seguir e para onde quer ir, ampliamos os horizontes da equipe que escolheu estar construindo o dia a dia desse grupo de jovens adultos com deficiência intelectual.

E o grupo? Trabalharam, aprenderam, se encantaram, correram para lá e para cá, muitos seguiram sem perceber que “o que fizeram fazia parte de um projeto muito maior”.

 

Como o fazer é construído um pouco por dia, ás vezes essa fragmentação faz com que alguns jovens não percebam e não sintam o conjunto, não conseguindo ter uma visão do “todo”

O fechamento dos projetos deve ser encarado como parte fundamental da programação. Encerrar os projetos concretamente faz parte do próprio projeto e deve ser vivenciado e construído de uma forma visual.

Na educação dos adolescentes, jovens e adultos com deficiências, sejam elas físicas sensoriais ou motoras, cabe ressaltar a importância das Atividades Básicas de Vida Diária que proporciona condições para que apesar das limitações, permitam que participem adequadamente dentro do seu ambiente familiar e social.

As ABVDs / atividades da vida diária são as relacionadas a:

  1. Alimentação, boas maneiras, etiquetas básica
  2. Vestuário
  3. Higiene

As ABVPs / atividades da vida prática são as relacionadas a:

  1. Saúde e bem estar
  2. Auto- suficiência no lar
  3. Atualidades
  4. Inclusão digital,social
  5. Hobbies – bordado, jardinagem e artesanato

Basicamente se trabalharmos essas áreas estaremos englobando e estimulando a independência e autonomia, além de desenvolver habilidades motoras, fazer a manutenção de hábitos e criar oportunidades para outras experiências.

Os passos do pensar são:

Pegue cada um dos itens e como uma lente divergente, vamos listar o que fazer para cada um dos itens das AVDs e AVPs.

Nessa fase precisamos de atitudes que não bloqueiem nossa mente com críticas, autocríticas, julgamentos antecipados.

Temos que utilizar a ferramenta do brainstorming, deixando as idéias fluírem naturalmente como se estivéssemos numa reunião entre amigos, descontraídos, relaxados, livres para falar sem ser julgados.

Dessa forma obteremos uma quantidade de possibilidades que jamais havíamos pensado. Nesse trabalho pegamos carona na idéia do outro e vamos associando livremente…

Chegando num número grande de itens, passamos para o segundo passo. Nessa fase que comparamos com uma lente convergente temos que fazer nossas escolhas.

É a fase mais difícil, pois temos de ter as atitudes de decidir, temos que julgar se é bom ou não para o grupo, temos de pensar na qualidade do trabalho.

Misture, agrupe as idéias semelhantes ou que se complementem.

E determine um único projeto com começo, meio e fim definidos e encerrados concretamente em cada etapa.

Você pode criar mais de um projeto dentro de outro, por exemplo:

 Projeto Sol – Saúde, ordem e limpeza

Saúde:

  • Alimentação saudável, tipos de frutas, degustação com dicas de boas maneiras á mesa, não encher a boca e nem falar com a boca cheia, servir-se, etc
  • Higiene: uso de vaso sanitário, importância de lavar as mãos antes de  se alimentar, escovar os dentes (aproveitando o momento real, depois das refeições, o banho etc).
  • Vestuário pode estar junto com a ordem, dobrar suas roupas, organizar sua mochila, fazer quadro de referencia para conferir o que trouxe de casa, gincanas de vestir meias….
  • Saúde e bem estar – cuidar das unhas, pentear os cabelos, cuidados pessoais, passar creme (Projeto Auto estima)
  • Ordem: na sala de aula, transforme tudo em trabalho, arrumar gavetas, arrumar o porta lápis, apontar os lápis
  • Limpeza: varrer, limpar,

Encerre com um kit de auto cuidado que levarão para casa.

Projeto auto suficiência no lar

  • Culinária de pequenos lanches frios, fazer suco, patês, misturar ingredientes.
  • Fazer a cama, pendurar roupa no cabide, tirar o pó, fazer mala para o verão e para o inverno (quais as roupas de frio e de calor, classifique e separe)…
  • Usar o telefone, celular, enviar e receber mensagens, ligar para emergência
  • Levar recados, escrever recados, transmitir recado
  • Usar a calculadora
  • Usar computador

Atualidades

  • A COPA 2014, onde será, mostre o Rio de Janeiro, os esportes, os pontos turísticos, faça painéis, o mapa de Brasil e a localização do Rio e de São Paulo
  • A primavera, o dia da Criança e dia dos Professores
  • Inclusão digital e social mostre imagens virtuais, fotos e façam um passeio ou gincana de esportes…

Encerramento dos projetos

Juntar tudo num circuito aberto à visitação com estações com demonstração de fazer a cama, as malas, organização, trabalhos visuais, painéis, cuidado pessoal, eles podem, por exemplo,  demonstrar como passar creme nas mãos e finalizar com degustação alimentos feitos na culinária e um cafezinho.

Qualidade de vida para jovens adultos com deficiência intelectual ( parte 2)

Sugestão para Oficina

  • Confeccionar brinquedos simples para que os jovens e adultos ofereçam ás crianças do grupo infantil. Sabemos que são crianças e que também gostariam de ganhar algo mas é nosso dever encorajar esse marco do desenvolvimento e não infantilizá-los. A entrega do que fizeram para o grupo infantil terá o efeito de presente e isso dependerá da atitude da equipe em saber valorizar o momento.
  • Confeccionar brindes para homenagear os professores no seu dia

O jovem com necessidades especiais aprende aquilo que vive concretamente.

Parece que tudo está resolvido quando temos uma boa idéia, mas é nessa fase que começa a “nossa dificuldade” o plano de ação. Por falhas nessa etapa é que muitos projetos chegam ao final sem o resultado esperado e a culpa é terceirizada.

Implantar é fácil, implementar que é tirar as idéias do papel, acreditar e agir não são nada fácil, mas perfeitamente possível.

Então voltemos á mesa, canetas e papel e muita vontade. Vamos trabalhar nos divertindo, transformando os problemas em caminhos para as soluções.

O problema – “ele não para quieto no lugar…..”

Se você observar, ele (aluno) é assim…. é real, você observou, então é um dado de avaliação, certo?

A solução – “de que maneiras EU posso manter o ……. sentado por mais tempo?”.

Agora o problema é seu, responda essa pergunta utilizando aquela ferramenta citada anteriormente (brainstorming) e as atitudes na divergência e na convergência.

Encontre as diversas possibilidades, procure pessoas para ajudar nessa fase de divergência, leia, estude, me mande um email  programarealizza@gmail.com

E faça a convergência, escolhendo o caminho que você vai seguir, sabemos que existem várias respostas para uma mesma pergunta e que nos levam a um resultado positivo.

 Escolha a sua, seja coerente e persista até o momento de mudar se assim for necessário. Nessa metodologia podemos juntar a equipe e voltar à mesa sempre que precisarmos e humildemente repensar os objetivos e metas.

Isso não quer dizer, mudar o tempo todo e de uma hora para outra quando nos deparamos com obstáculos, um comportamento para ser extinto ou modificado, em primeiro lugar  irá se amplificar, gerando um sentimento de que “não vai funcionar”, observe, avalie e reorganize as condutas.

“Para muitos casos não há respostas certas, há a escolhida. Pessoas apresentam reações diferentes ao mesmo estímulo”.

Trace novo plano e siga em frente, muitas vezes descobrimos o que nem havíamos pensado, pois construímos o cenário a medida que entramos nele.

Mão á obra!!!!  E boa Sorte

CONCENTRE-SE NAS SOLUÇÕES

Um senhor, falando a um grupo de pessoas,  pegou uma enorme folha de papel em branco e bem no centro desenhou um ponto preto. Erguendo a folha de papel ao grupo,  perguntou o que estavam vendo.

A resposta foi unânime: – Estamos vendo uma marca preta.
O senhor prosseguiu perguntando: -O que mais estão vendo além da marca preta?  Todos responderam que não viam mais nada. Nesse momento o senhor, admirado, retrucou: – Vocês não estão conseguindo ver o mais importante: a folha de papel em branco!

ÀS VEZES, DE TANTO NOS CONCENTRARMOS
NO PROBLEMA, DEIXAMOS DE ENXERGAR AS SOLUÇÕES QUE ESTÃO BEM DIANTE DE NOSSOS OLHOS.

Esse texto faz parte do curso que o Programa Realizza oferece:

TOC 2 – Adolescentes e jovens, respeitando suas limitações. Quais as propostas de trabalho?  20 horas

Sonia Falcão / programarealizza@gmail.com


A cartilha do desenvolvimento e seus brinquedos ( parte 1)


O recém nascido apresenta uma postura de flexão nos primeiros meses de vida. Sua cabeça raramente está na linha média do corpo, ele não tem controle ativo de cabeça, a não ser a habilidade de girar a cabeça de um lado para o outro quando está de bruços, a fim de respirar.
O roçar do rosto no lençol é a primeira estimulação tátil que a criança experimenta.
Os braços estão em flexão com a mão fechada e o polegar dentro da palma da mão. Seus movimentos são bruscos e em bloco, reage à luz e ao som grave com piscar de olhos.

0 a 3 meses

Nessa época o bebê prefere a posição deitado de costas, a cabeça geralmente não está na linha média, ele pode levar as mãos no peito e as olha sendo essa atitude importante para a auto exploração (toque e visão).
Ele leva as mãos à boca inicialmente por acidente, depois propositalmente para sugar, mais tarde explorando lábios, bochechas e a língua com os dedos.
Os olhos começam a coordenar e se preocupam com a presença da mãe a uma distância de 15 cm demonstram atração pela luz suave e rejeição a luz forte.
Quando estão acordados. O bebê pode ser colocado de costas, pois essa posição estimula os primeiros indícios de comunicação, o sorriso, o balbucio e a fixação do olhar.
Há um controle maior da cabeça quando está de barriga para baixo. O peso é tomado nos antebraços que o ajuda a levantar a parte de cima do corpo.
Gradualmente o bebê começa a selecionar o que vê, pode seguir sua mãe quando ela se move em torno do berço, segue um brinquedo simples movimentando-se de 15 a 30 centímetros acima de seu rosto num semicírculo de um lado para outro.
Começa a se virar para onde vem o som de uma voz, rindo quando a mãe fala com ele. Já está aprendendo a sorrir quando a mãe fala com ele ou quer ser apanhado, e que quando chora atrai a atenção.
Brinquedos adequados para essa faixa etária:

•Móbiles com movimentos suaves
•Músicas suaves
•Luvas com texturas diferentes para estimular o tato
•Lanterna
•Guizos
•Iluminação suave

Luzes, cortinas coloridas, campainhas, sininhos pendurados, objetos frios e mornos comparando os dois.

3 a 6 meses

O próximo padrão importante do desenvolvimento motor é o início da extensão dos membros inferiores e extensão de todo o corpo. Ele pratica esta extensão em todas as posições.

O bebê pode alcançar os objetos com os olhos e não com as mãos mostrando-se excitado e demonstra que quer algo, movimentando as pernas e os braços abrindo e fechando os dedos.

Alcança um objeto acidentalmente, mas ainda não consegue agarrar e manipular nesta fase.
Ele pode seguir um objeto que estiver se movendo lentamente da esquerda para a direita em frente seu rosto.
Se colocarmos um chocalho em sua mão ele o agarra fortemente com o lado de dentro das mãos e dos dedos, olha-os por instantes e depois começa a movimentar os braços sem coordenação, muitas vezes batendo nele mesmo e reclamando. Neste estágio ele não consegue larga-lo
Já consegue olhar e manter as mãos na linha média do corpo segurando a mamadeira. Brinca e com as mãos e dedos e os leva continuamente à boca. É uma fase importante do aprendizado. Cada vez mais toma consciência de seu corpo.

Nesse período, ele consegue estando de bruços alcançar um brinquedo e mais tarde usará essa posição para se arrastar. Inicia-se a preensão voluntária.
Aproximadamente aos 5 meses começa a progredir a coordenação viso motora e quando inicia a coordenação unimanual  (com uma mão) e  o bebê é capaz de ir ao encontro de objetos que caem ao seu lado.
O bebê é capaz de explorar suas mãos e também descobre os pés que vão á boca logo na próxima etapa.
Deitado de barriga para baixo apresenta uma atitude serena e estável podendo explorar melhor o ambiente e começa a perceber que existe um mundo que o rodeia. ,
Ele já pode ficar sentado com apoio, pois sua cabeça já não oscila como antes.

A cabeça agora já está firme, seu corpo mais reto. É nessa etapa do desenvolvimento que achamos difícil colocar o bebê sentado, ele se diverte empurrando-se para trás quando está nesta posição, necessitando ainda de apoio.
O sorriso é dedicado ao rosto humano, preferencialmente ao da mãe, evoluindo para gargalhadas, desencadeadas por brincadeiras corporais que lhe dão prazer.

•Brinca com o próprio corpo
•Brincadeiras no colo da mãe
•Chocalhos musicais
•Cubos de espuma
•Argolas de plástico para aproximar as mãos
•Móbiles que produzam sons quando tocados com os pés ou com as mãos
•Rolinho feito com toalha para brincar de bruços
•Instrumentos sonoros de materiais diversos
•Objetos pendurados para tentar alcançar
•Bichinhos de borracha para morder
•Boneca de pano
•Blocos coloridos
•Gosta de ouvir adultos cantando
•Brinquedos de várias texturas, tamanhos e formas
•Brincadeira de “achou”, esconda brinquedos embaixo da fralda de pano

A cartilha do desenvolvimento e seus brinquedos ( parte 2)

9 a 12 meses

O bebê agora atinge o estágio em seu desenvolvimento quando a habilidade de rodar torna-se bem coordenada.
Antes a rotação estava presente quando ele rolava, alcançava um brinquedo deitado de costas, ou deitado de bruços, agora aparece a rotação espontânea, o controle do tronco e o equilíbrio para sentar.
O rolar é mais coordenado, pois antes era totalmente desorganizado. Consegue adotar a postura sentada usando a rotação do tronco bem como o apoio das mãos na lateral.

Mais tarde ele se arrastará para frente, as pernas participando fortemente no movimento, especialmente os pés.

Senta sem apoio – aparece a reação de proteção para frente depois para o lado, inicialmente com as mãos frouxamente fechadas depois as mãos se abrem em preparação para a tomada de peso.

A habilidade do bebê de alcançar e agarrar os objetos depende de seu equilíbrio e da habilidade de olhar o que está fazendo.
É comum neste estágio encontra-lo fazendo movimentos exagerados de todo o corpo e muitas vezes desequilibrado para pegar um brinquedo.
Durante os meses seguintes esses movimentos exagerados gradualmente diminuem.
Sua habilidade em manipular melhora, o seu agarrar torna-se mais refinado.
Mantém um objeto em cada mão, transfere de uma mão à outra, começa a tirar objetos de um recipiente e tenta sem sucesso pegar objetos pequenos. Deixa cair objetos grandes no chão e logo após perde o interesse.
Usa sons para expressar seu medo e fome.

•Colar fechado com contas para manusear, puxar e estimular movimento de pinça
•Brinquedos de encaixe simples
•Cofre para guardar moedas grandes
•Túnel
•Tubos para empilhar e encaixar
•Cubos de madeira para empilhar
•Carrinhos para puxar
•Carrinho para empurrar engatinhando
•Bolas
•Fantoches
•Músicas com imitação de gestos
•Brinquedos de construção simples
•Livros com figuras grandes e familiares
•Giz de cera
•Pintura a dedo em cartolina