Pessoas responsivas são mais criativas?

1º  AUTISMO / FORMAÇÃO DE FACILITADORES RESPONSIVOS

30×30 (30 horas para 30 pessoas)

De 18 a 21 de julho de 2017 em SÃO PAULO

 

Brincar com uma criança autista é maravilhoso !

Saber o que fazer quando a criança te olha nos olhos é um diferencial entre pessoas.

Ter um olhar “esperto”para o interesse e para a motivação da criança  é voltar à prancheta e pensar e repensar o que observamos.

 

Olá pessoal, eu preciso sempre contar à vocês possam as novidades diárias de uma TO que Vira, revira, transforma, inverte o olhar, olha de cabeça para baixo, olha por cima e por baixo e então DESCOBRE, YEBAAA!!!!!   coisas novas em lances velhos.

Leio nos grupos que várias mães e pais são divertidos e animados e criam brincadeiras para seus filhos. Muitos pais e  profissionais também que falam que não são criativos ou que sempre foram,  mas estão bloqueados e quando tem que bolar alguma brincadeira….travam.

Criatividade é uma palavrinha interessante que parece que tem “dono certo”, algumas pessoas acham que não são criativas e que isso é um dom ou um presente que poucos recebem.

Saibam que TODOS NÓS nascemos criativos e fomos crianças livres de regras para brincar e descobrir. Então vamos crescendo e aprendendo coisas novas,  associando com outras coisas e descobrindo outras tantas e vamos brincando,  criando,  inventando e adquirindo conhecimento. Reinventamos nossas brincadeiras com grande facilidade.

E o que acontece quando crescemos? Para onde foi tudo isso?

A  criatividade está adormecida ou está com receio de ser externalizada. O conhecimento das coisas bloqueia e  impede o pensar inovador ou a aceitação de experiências novas. Ás vezes é preciso desaprender para inovar.

Identificamos alguns entre tantos  vilões: “O julgamento,  o medo de ser diferente,  a idéia fixa”

Então aquela ideia nova, tão legal, tão divertida e animada que você criou….PUFF!    se torna algo comum, fácil de ser aceita, uma tarefa corriqueira   E  novamente caímos  na armadilha cerebral do mais simples….A MESMICE.  Usar criativamente nosso cérebro para solucionar problemas é uma metodologia eficaz do pensar. não apenas para criar brincadeiras novas para nossas crianças que estão autistas mas para ser utilizada em vários palcos de nossas vidas.

 

É necessário disciplina para planejar o programa de uma criança e com atitudes de indisciplina o criamos. CRIATIVIDADE É A DISCIPLINA DA INDISCIPLINA.

Um curso responsivo que passará pela dinâmica individual de cada participante e a quem merece essa conquista?

  • Sentir o autismo entendendo a criança plena
  • Ajudar a criança sem querer impor seu conhecimento
  • Olhar a criança e entender o que há por trás dos comportamentos, qualquer um deles adiando o julgamento
  • Apreciar e vibrar com tudo o que a criança faz sabendo que é o melhor para aquele momento
  • Se emocionar verdadeiramente com suas atitudes diante das ações das crianças

Ficha de interesse

Informações com: Sonia Falcão, Terapeuta Ocupacional, Pós graduada em saúde mental da criança e do adolescente com ênfase no Autismo. Formação em integração sensorial. Criou o Programa Realizza (responsivo educacional de aprendizagem lúdica interativa)

Atua na área da saúde e educação há mais de 25 anos coordenando equipes de professores na inclusão e planejamento de programa individualizados para crianças com necessidades especiais.

Cursos, palestras e consultoria às famílias e escolas.

watsapp: 996255774

email: autismoencanta@gmail.com

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Floortime (A criança com autismo)

O que sentimos quando nos deparamos com o filho, com um olhar melancólico nos dizendo – Faz tanto tempo que não brincamos juntos.
Por um instante tentamos nos eximir da culpa e relembramos… “Ontem mesmo fizemos compras e conversamos antes de dormir”
Refletindo melhor tive de assumir que realmente não tinha estado “inteira” com meus filhos nas últimas semanas.
No dia a dia, o “dia” passa velozmente não deixando espaço para tomar consciência de nossas ações. Se conseguir cumprir os compromissos que estão na agenda, o dia foi produtivo.
Levar o filho á escola, ler histórias antes de dormir e alimenta-lo não substituía a atenção individualizada, ou seja, não tinha despendido alguns minutos para “estar com eles” simplesmente, sem cumprir tarefas.
Não tinha jogado o jogo que eles gostassem de jogar, não tinha relaxado da maneira que eles quisessem relaxar e não tinha simplesmente brincado do modo como eles queriam.
Muitos pais preocupados com seus horários e obrigações no trabalho se perdem no caminho, não ajustando um tempo para as crianças diz Stanley I. Greenspan, M.D., um psiquiatra infantil, universidade de George Washington em Washington, C.C criador do Floortime, que significa ao pé da letra “tempo no chão”
Mudar de atitude é deixar de ver sem olhar, ouvir sem escutar e tocar sem sentir.
Até agora nos referindo á crianças típicas que percebem a diferença das conversas com seus pais, conversas que constroem vocabulário e um bate papo que transmite a sensação simplesmente do “estar junto” demonstrando que gosta de sua companhia.
Tudo é muito natural e não há sequelas graves na educação dos filhos. De uma maneira ou outra existe a lei compensação.
A situação muda quando existe uma criança autista ao nosso lado. Sabe-se que essa criança requer um cuidado especial, suas características principais são dificuldades para se relacionar, déficit na comunicação e na forma de manipular objetos e brinquedos.  Tríade do autismo.
O ambiente influencia o ser humano, ele pode construir ou destruir uma pessoa,pois,  quando é adequado favorece o desenvolvimento.
Dr.Greenspan desenvolveu o Floortime, que é por onde se começa a trabalhar, reservando pelo menos 30 minutos por dia para simplesmente brincar, sem utilizar esse tempo para ensinar algo para seu filho, não se tornar terapeuta ou professor, simplesmente ser pai ou mãe.
Não utilizar esse tempo no chão para brincar e ver televisão ou ler o jornal ao mesmo tempo.  A atenção vai ganhar qualidade e individualidade, simplesmente por estar junto.
Nesse momento a família deve aproveitar para observar e seguir a criança, o que ele quer fazer, quais são os movimentos que você deve seguir, ele é quem dá as ordens, ele é quem domina a conversação e você o acompanha. É a etapa da aproximação.
Relaxe e não avalie a brincadeira, brinque e se divirta com ele. Role no chão, aproveite para abraçá-lo, aproveite e ria e procure olhar nos olhos de sua criança. Etapa de comunicação.
Seu papel é estar presente e participar ativamente sem fazer julgamento, isso se chama interagir. Se a criança subitamente perder o contato visual e o interesse. “Retome e observe a situação” Em qual momento isso aconteceu?” Será que minha voz está muito alta? Ou baixa? Estou demonstrando calma para escutar?Estou ciente dos gestos e do ritmo da criança?Estou observando como ela quer se relacionar?
O período em passamos com a criança no “chão” mostramos a ela que podemos iniciar a brincadeira ou o relacionamento no nível em que ela está e que podemos ficar com ela o tempo que ela precisar. Isso gera um alto grau de compreensão e sentimento de ser amado.
Adotando as estratégias do Floortime com crianças com autismo podemos traçar alguns desafios importantes focando no objetivo de aumentar a comunicação e interação com o ambiente.
Como podemos manter a criança mais alerta, mais flexível, com mais iniciativa?
Como podemos aumentar sua resistência á frustração?
Como podemos aumentar sua iniciativa e resolver pequenos problemas?
Como podemos lidar com atividades mais longas? (processamento sensorial e planejamento motor)
Como podemos aumentar sua comunicação verbal e gestual?
Como podemos torná-la mais independente nas atividades da vida diária.
Como podemos avaliar aspectos cognitivos?
São muitos os benefícios desse trabalho, pois ele realça o relacionamento entre a família e a criança, entre o terapeuta e a criança, através da descoberta de interesses comuns, desenvolvendo a empatia e a compreensão.
O prazer de estar junto gera mais confiança e afinidades.
O efeito desse tempo no chão pode ser positivo no comportamento da criança com autismo, quando observamos gritos, comportamentos auto-lesivos, inquietação ou falta de colaboração podemos estar diante de um apelo por atenção.
Repetir uma ação várias vezes, desenvolvemos um hábito e o hábito modifica nossas atitudes e mudando o atitudinal podemos modificar comportamentos.
Pingar uma gota diariamente é o botão que dispara os passos para alcançar os resultados esperados.
Reserve um tempo de 30 minutos diariamente, esteja preparado, não existe condicional, faça o que tem de ser feito, prepare o ambiente e os desafios dentro da sala, esteja inteira, desligue a TV, som e celular.
Relaxe e acompanhe, divirta-se, pegue carona nas brincadeiras, não se preocupe como que os outros vão achar, role no chão, abrace, balance, imite o que a criança fizer, cante, faça sons.
Vá introduzindo objetos e enriqueça os jogos, crie e construa o brincar descobrindo seu próprio cenário.
Espere e dê a possibilidade da criança reconhecer o problema e ajude lidar com eles fornecendo mais informações para resolvê-los, (por exemplo, para onde devemos olhar? Verificou todos os lados? Existe uma tampa? Vamos tentar puxar. É furada? Você precisa de uma ferramenta para puxar?).
Se surpreenda junto, mostre suas expressões de alegria, surpresa e espanto.
No Floortime as etapas estão estruturadas para dar o suporte necessário ás famílias e terapeutas para que o tratamento de crianças com autismo tenha evolução gradual com consciência e responsabilidade.